Irã: feminista é condenada à prisão e 10 chicotadas

O Tribunal Revolucionário de Teerã condenou uma terceira feminista, Nahid Jafari, a una pena condicional de seis meses de prisão e a 10 chicotadas, informa o jornal reformista Etemad.
Assim se pronunciou a advogada Zohreh Arzani:
O tribunal liberou minha cliente das acusações de colocar em risco a segurança nacional e de transgressão de uma ordem dada pela polícia, mas a considerou culpada de tentativa de alteração da ordem pública”
Além do suplício físico, a pena inclui uma condicional de dois anos.
Jafari foi presa em março de 2007 ao lado de outras 32 feministas diante do Tribunal Revolucionário de Teerã, onde seis ativistas seriam julgadas pela participação em um congresso em junho de 2006.
A jornalista Nasrin Afzali e Marzieh Mortazi Langueroudi já haviam recebido as mesmas penas.
As feministas iranianas realizam uma campanha para obter igualdade de direitos no casamento, divórcio, herança e custódia dos filhos.
Fonte: Terra
Comentário:
Mais uma vez a religião é o principal causador de violência contra a mulher, e, quem quer que levante a voz contra este estado de coisas é violentamente reprimido e pelo Estado!
Nem se admite o argumento da relativização cultural (de que seria próprio daquelas culturas tal situação de reificação da mulher), posto que a dignidade, enquanto valor intrínseco ao ser humano, não é sujeito a relativizações de quaisquer tipos.
Qualquer Estado que ainda admita penas físicas (sejam elas impostas à qualquer um dos gêneros), não é um Estado que prime pela observância da dignidade humana; suas leis penais não saíram ainda do estágio da vingança.
Note-se que o Código Penal Iraniano chega ao absurdo de instituir até o tamanho das pedras que serão atiradas contras as rés:
não devem ser tão grandes a ponto de matar a pessoa em apenas um ou dois golpes, e nem tão pequenas a ponto de não serem consideradas ‘pedras’
No caso de adultério cometido por pessoas casadas há tempos, aduz o artigo 84 do Código estabelece que elas devem ser flageladas antes da lapidação. No caso de uma mulher sobreviver ao apedrejamento e conseguir sair do buraco no solo no qual é enterrada até a altura dos peitos, a sua situação dependerá de como foi comprovado o adultério. Se o adultério foi comprovado pelas declarações de testemunhas, novamente ela é colocada no buraco e continuará sendo apedrejada até a morte.
E aquelas pessoas ainda se dizem ‘civilizadas’?
Para saber mais:
Juiz declara inconstitucional artigo do CPenal que permite aborto em caso de estupro
Legisladores querem implantar o ‘bolsa estupro’
Aulas de violência contra a mulher, via satélite
E, se tiver estômago para ver mais uma imagem:
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De tudo isso o mais irritante é aqueles que pregam o ‘amor cristão’ falarem bobagens como:
Comparado com a crueldade como o maus executam as suas vítimas, a morte por apedrejamento adotado na Bíblia é uma suavidade.
Duvida? Achei esta pérola num site de uma igreja que se auto-denomina “Igreja Cristã Essencial“. Coloquei o link para que não me acusem de esconder minhas fontes, mas não é meu desejo divulgar tal imbecilidade.
Se quiser vídeo, clique aqui
Mas se quiser ver como não só de monstros se constitui a raça humana, acesse as valiosas defesas, efetuadas por Aristófanes e por Stuart Mill, às mulheres (infelizmente, deste último autor, não encontrei o texto em português, mas você pode encontrar baratinho na Editora Escala):