Montadora do Irã quer lançar ‘carro para mulheres’

Já disseram que a única coisa que prestou na notícia foi a menção ao fato de que 60% dos universitários do Irã são mulheres. Respeito a opinião alheia, especialmente vindo de quem veio
Mas façamos como Jack…vamos ‘por partes’:
Uma montadora do Irã anunciou que planeja lançar um modelo de veículo automotor especialmente projetado para mulheres
Uma montadora do Irã (Iran Khodro) anunciou que está planejando lançar um modelo de carro especialmente projetado para as mulheres. De acordo com dita montadora, referido modelo incluiria, entre outros assessórios, mecanismos para ajudá-las a estacioná-lo, um sistema de navegação, transmissão automática e um macaco que permitiria à motorista trocar o pneu seu sujar seu chador – o tradicional vestido islâmico, que cobre quase todo o corpo. Além disso, teria ele outros recursos para facilitar a vida da motorista quando ela estiver levando compras do supermercado para casa ou levando crianças para a escola.
Sexismo?
Se me ativer apenas às sugestões da montadora, não vejo problema algum, haja vista que adoraria ter um veículo com acessórios similares. A bem da verdade, alegar que isso seria ‘sexismo’ me soa bem exagerado: não existem calças femininas? Jaquetas femininas? Sapatos femininos? Qual o problema em se projetar qualquer coisa tendo em vista as necessidades peculiares de seus consumidores? Nenhum.
Ocorre, porém, que até posso compreender a menção ao ‘sexismo’, considerando tanto a cultura de países que adotam a mesma religião (islamismo) que o país mencionado. Na Arábia Saudita, por exemplo, há um movimento de ‘luta’ para que as mulheres tenham autorização para dirigir carros
Não que a proibição de dirigir veículos (na Arábia) ou de pilotar motocicletas (No Irã) tenha qualquer respaldo religioso, trata-se de mera tradição. Ocorre, porém, que parece que as coisas podem começar (ainda que lentamente) a mudar um pouco. Explico:
Considerando que, a exemplo do que ocorre no Brasil, as mulheres estão se dedicando mais aos estudos (naquele país 60% dos universitários são mulheres), a tendência é que elas façam forte pressão para algumas mudanças no comportamento masculino.
Diz-se que um estudo recente realizado na Universidade Allameh Tabatabaii, em Teerã, revelou que a maior parte das mulheres que trabalham naquele país afirmam que que homens e mulheres deveriam dividir mais igualitariamente o trabalho doméstico, apesar delas admitirem que seus maridos ‘pensam e agem de acordo com a tradição’.
À esses maridos eu diria ‘A tradição é a personalidade dos imbecis’ (Albert Einstein).
Por óbvio que uma participação mais ativa no mercado de trabalho acabará por tornar as mulheres cada vez mais exigentes, fazendo com que elas simplesmente passem (quiçá num futuro não muito distante) serem tratadas como mero acessórios masculinos.
Os homens de lá – claro – tentam ‘passar um pano’, adoçando a boca da mulherada com medidas suassórias: para contornar o problema da proibição delas pilotarem motos, resolveram criar uma bicileta especial, incluindo umas “coberturas” especiais para esconder as formas femininas quando elas estiverem pedalando.
Hahaha….essa é boa!
Fonte:
BBC Brasil